Prejuízo às empresas de ônibus com ataques é de RS 4,2 milhões

O prejuízo causado às empresas de transporte coletivo na Grande Ilha, com o registro de ataques a coletivos desde terça-feira – dia 27 do mês passado – até segunda-feira (3), é de aproximadamente R$ 4,2 milhões. O cálculo foi feito por O Estado com base em dados repassados pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (SET) de São Luís.

No total, ainda de acordo com a entidade, 22 veículos tiveram perda total ou parcial com os incidentes criminosos na cidade. Cada veículo teria um custo aproximado de R$ 200 mil. O SET informou ainda que os veículos danificados não tinham seguro. Desta forma, o prejuízo com os danos causados será arcado diretamente pelas empresas.

De acordo com o superintendente do SET, Luís Cláudio Siqueira, dos veículos alvos dos criminosos, nos últimos dias, apenas um deles tinha pelo menos um ano de uso. Os demais seriam considerados antigos. “Da frota incendiada, somente um era ano 2015. Os outros já tinha mais tempo de rodagem”, disse sem especificar a qual caso se refere o ônibus mais novo.

Ainda segundo o SET, a circulação dos coletivos na capital maranhense está garantida, desde que não sejam registrados novos ataques e haja escolta policial – conforme informado pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão (SSP) – aos coletivos que deixarem as garagens com destino às ruas e avenidas.

Usuários Durante os ataques da última semana, além dos prejuízos financeiros às empresas, os usuários do sistema de transporte coletivo também foram atingidos. Na sexta-feira (30), por exemplo, apesar da garantia dada pelo Sindicato dos Rodoviários do Maranhão de que haveria “coletivos para todas as linhas”, às 21h, a circulação de ônibus já era restrita em vários pontos da cidade.

Somando-se a este dia, na quinta- feira, 29, data de maior tensão dos ataques a coletivos na cidade, o Sindicato dos Rodoviários determinou – a partir das 22h – o recolhimento imediato dos veículos das vias, o que deixou usuários a pé, sem terem como voltar para casa.

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